Medo e delírio em Upaon-Açu


Nalgum ponto de uma disforia da realidade.


(Obras de Siron Franco em exposição na Vila Cultural Cora Coralina, em Goiânia. Foto: acervo pessoal)

A limítrofe hipótese de uma quase-não-coisa que bebe e que come e que corre e que mata se não morta for. A sangria que irrompe do irrefreável rompante escapole e suspira sem vida já está. Alquimia irritante que engalfinha entre os dedos sujos sargentos fugidios culpados nunca usados mal amados desgastados incessantes na engrenagem que maquina ao lado. Segredos foscos do bosque embaralham os postes do enrosco azul-verde irresistem em bailar. Amantes mil e vermes tantos nutrem santos e aos prantos rasgam entranhas até se afogar. Correntes questionam exclamam afirmam interjeitam passagens pessoas problemas primais. Oníricas tubas turvam as tralhas terríveis e os trastes que teimam a trovar. Lágrimas escarlates visceram o peito a despeito do particípio perfeito do seu singular. Gárgulas gorjeiam golpeiam galopam crisântemos nascidos sob o luar. Estaparfúdia foi a fuga fatal feita a facadas de um filho teu. Ponto parágrafo para parar. 

Silêncio. Escuridão. Gritos. Luz.

A sina que a todos engole chegou ao seu lar. Bateu à porta, apresentou-se, tirou o chapéu e fez um convite. 

Nada mais foi informado pela central.

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