Serpentina celebra uma década de música autoral nas ruas do Centro de São Luís


Neste ano, o bloco se concentra na rua Godofredo Viana, próximo ao Teatro Arthur Azevedo, no sábado gordo (14 de fevereiro) e na segunda-feira de carnaval (16 de fevereiro), sempre a partir das 16h.


Foto: Fernando Leitão

O Bloco Serpentina comemora dez anos de trajetória no carnaval de São Luís reafirmando uma proposta que une música autoral, convivência artística e memória dos antigos carnavais. Em 2026, o bloco se concentra na rua Godofredo Viana, próximo ao Teatro Arthur Azevedo, no sábado gordo (14 de fevereiro) e na segunda-feira de carnaval (16 de fevereiro), sempre a partir das 16h.

Na segunda-feira, a Serpentina segue em cortejo até o Laborarte, onde encerra a programação com apresentação especial. As duas saídas mantêm a característica que marcou o bloco ao longo da última década: um carnaval alternativo, de rua, com clima familiar e participação de artistas de diferentes segmentos.

Foto: reprodução

Desde sua criação, o Serpentina reúne músicos, atores, artistas visuais e bailarinos da cena cultural maranhense, formando um coletivo que aposta na criação compartilhada. Todo o repertório apresentado é composto por músicas autorais, um dos principais diferenciais do bloco.

A história do Serpentina começa em 2013, quando Alessandro Luiz Silva, então residente em São Paulo, idealizou a alegoria da serpente após uma viagem a São Luís. A inspiração veio dos festivais orientais do bairro da Liberdade, em diálogo com referências do carnaval de rua. Ao lado de Ricardo Coutinho e Fernando Gomes, também maranhenses que viviam em São Paulo naquele período, Alessandro compôs o hino do bloco e registrou a primeira versão em vídeo. Com o retorno do grupo a São Luís e a chegada de novos integrantes, a ideia ganhou forma até o primeiro desfile oficial, no carnaval de 2016. 

Inspirado na lenda da serpente que, segundo o imaginário popular, cresce sob o solo de São Luís, o bloco incorpora esse mito fundacional da cidade como alegoria central. Se na narrativa tradicional o despertar da serpente anuncia o fim da ilha, no carnaval do Serpentina ela surge como símbolo de encontro e celebração. A cada ano, a serpente deixa o subterrâneo para ocupar as ruas do Centro, transformando a antiga lenda em festa.

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