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O Mundo Está por um Pix: Marcos Magah e Tiago Máci dividem o palco em show exclusivo no Solar Cultural Maria Firmina dos Reis


A apresentação reúne canções autorais e parcerias inéditas, embaladas pela amizade de 13 anos entre os dois artistas. Show ocorre na sexta-feira (29), com início às 20h.


Marcos Magah e Tiago Máci. Foto: Marco Aurélio

No vídeo publicado ontem (26) nas redes sociais, com o resumo da entrevista para o programa Santo de Casa, da Rádio Universidade, Marcos Magah e Tiago Maci aparecem vestidos de preto, usando óculos escuros e fazendo piadas pontuais, reveladoras de um tipo de humor parecido. São semelhanças que ilustram uma amizade de 13 anos e a afinidade artística desses que são dois dos mais instigantes compositores da música maranhense nos últimos tempos.

Agora, essa parceria ganha palco. A dupla realizará um show com músicas autorais e parcerias inéditas. O evento, batizado criativamente por Magah, tem o título O Mundo Está por um Pix, trocadilho que ressalta a ascensão e o domínio do dinheiro sobre nossas vidas. A apresentação ocorre na sexta-feira (29), no Solar Cultural Maria Firmina dos Reis (rua Rio Branco, 420), com início previsto para as 20h. Os ingressos serão vendidos na portaria pelo preço único de 20 reais — valor que, brinca Maci, já serve para bancar metade de um almoço dos fazedores do espetáculo.

Cartaz do show. Feito por Tiago Máci.

Os dois compositores e intérpretes serão acompanhados por uma banda enxuta — Maci ressalta que as letras serão as protagonistas da noite —, mas notável: Vicente Belaglovis no teclado, Pablo Habibe na guitarra e Totó Sampaio na percussão.

A trajetória da dupla

Marcos Magah surgiu nos anos 80 com a banda punk Amnésia. Construiu uma obra diversa, marcada por gêneros como o rock, o brega e o folk. Lançou os álbuns Z de Vingança (2013), O Inventário dos Mortos (2015) e O Homem que Virou Circo (2023).

Tiago Maci, por sua vez, estreou em estúdio com o EP Mete o Amor Forte (2014). Em 2020, lançou o álbum Amor Delivery, que reúne samba, R&B e lo-fi. Os dois são mencionados no livro A História da Música Brasileira sem Preconceitos – Volume 2, de Rodrigo Faour, como representantes importantes da nova música maranhense.

Por um Pix

O engenhoso título do show preparado por Magah e Maci me despertou imediatamente a lembrança de músicas que refletem sobre a importância que o dinheiro assumiu em nossas vidas, muitas vezes em detrimento de temas como a música e a poesia. Duas canções em especial me vieram à cabeça: Grana, de Zeca Baleiro, parceiro de Magah e de Maci em diversos trabalhos, e Pra Que Dinheiro, de Martinho da Vila.

A primeira contém versos como: Você só pensa em grana / Meu amor / Você rasga os poemas / Que eu te dou / Mas nunca vi você / Rasgar dinheiro / Você vai me jurar / Eterno amor / Se eu comprar um dia / O mundo inteiro.

E a segunda, presente no álbum de estreia de Martinho da Vila, diz: Eu tinha grana / Me levaram a grana / Fiquei quietinho / Nem quis reclamar / Mas, se levarem / A minha viola, não me segura / Porque eu vou brigar / Mas dinheiro? Pra que dinheiro? / Em casa de batuqueiro / Só quem fala alto é viola.

São considerações que servem para reforçar o convite para o show O Mundo Está por um Pix, que certamente será marcado por bons encontros, boas histórias, amizade e outros elementos pelos quais vale a pena viver. Como diria o amigo Zema Ribeiro: depois não digam que eu não avisei.

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