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Festival Guarnicê de Cinema começa amanhã (30) com várias novidades


Mais uma edição do mais longevo festival de cinema do Norte e Nordeste. Saiba mais.


Daniel Furlan compõe a programação do festival como participante de uma roda de conversa com o tema Humor e Democracia. Foto: Eduardo Knapp

Uma série de mudanças marca a 48° edição do Festival Guarnicê de Cinema, evento consolidado no calendário cultural de São Luís e no segmento de festivais de cinema do país. A mais flagrante delas é a transferência das mostras competitivas do evento para o Cinépolis, maior operadora de cinema da América Latina. 

A decisão de levar a principal programação do festival para o cinema comercial, segundo a coordenação, é motivada pela tentativa de melhorar a qualidade técnica das exibições. Vale destacar que o Cine Praia Grande está fechado para uma reforma. O equipamento, localizado no Odylo Costa Filho, no Centro Histórico de São Luís, se consolidou nos anos 1990 e 2000 como o principal espaço do Guarnicê.

Outras duas mudanças são percebidas no planejamento para a abertura do festival, um dos pontos altos do evento. Comumente, o primeiro dia de Guarnicê ocorre na sexta-feira, no Centro da capital maranhense. Dessa vez, a abertura será realizada na quarta-feira (30), às 19h, no Auditório Terezinha Jansen, no Multicenter Sebrae. O filme responsável pelo descortinar do festival (com o perdão da de uma expressão mais utilizada nas artes cênicas), é a comédia Uma Mulher Sem Filtro, de Arthur Fontes.

Os homenageados da 48° edição são o ator e diretor Silvero Pereira, vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro com o longa-metragem Bacurau (Kleber Mendonça Filho), a atriz e diretora maranhense Tássia Dhur, presente na série DNA do Crime (Netflix) e no longa Serra das Almas (Lírio Ferreira), e o diretor e roteirista Cacá Diegues (in memorian), um baluarte do cinema brasileiro, realizador de obras como Xica da Silva (1976), Bye Bye Brasil (1980), Tieta do Agreste (1995) e Deus é Brasileiro (2003).

Outros destaques

As mostras paralelas, compostas por filmes fora de competição, mas avaliados como notórios pela curadoria, serão exibidas no Cinema Sesc Deodoro. Por lá, acontecem as sessões da Mostra Universitária, da Mostra Guarnicêzinho, Mostra Jovem, Mostra Cinema Não Tem Idade e da Mostra Faz Todo Sentido, voltada para pessoas com deficiência auditiva e visual.

O formato híbrido do festival, caracterizado pela mescla de exibições presenciais com a disponibilização no site guarnice.ufma.br dos filmes do Guarnicê, está mantido. O acesso ao streaming do festival é gratuito. No site, o espectador também confere toda a programação do evento, incluindo os horários das sessões.

Algumas considerações

Frame de Ainda Não é Amanhã

Feito o informativo, pontuo agora algumas atividades que, acredito, merecem atenção especial. Entre os longas nacionais, vale observar O Silêncio das Ostras, selecionado para o Festival do Rio. A obra mistura ficção e imagens reais das tragédias de Mariana e Brumadinho para contar a história de uma menina nascida em uma vila operária e que convive com sucessivas perdas.

Destaque também para os longas pernambucanos Senhoritas (Mykaela Plotkin), premiado como Melhor Filme no 33° Festival de Biattitz América Latina, na França, e Ainda Não é Amanhã (Milena Times), selecionado para o Festival do Rio e muito bem avaliado pela crítica. Em relação aos curtas, estou particularmente ansioso para assistir os maranhenses Mala Preta (Áurea Maranhão), Catty Bete (Mariel Haickel) e Silêncio na Boiada (Luiza Fernandes). 

Nas mostras paralelas, dois curtas que eu ajudo a distribuir pela Turiaçu Filmes, mas recomendo não somente por apego aos trabalhos: Teias, de Camila Coradette, e Onça, de Keyci Martis. Os dois trabalhos ficarão disponíveis no streaming do festival durante o período de realização do evento.

Por fim, indico a roda de conversa sobre “Humor e Democracia’’ com o ator e roteirista Daniel Furlan, envolvido em projetos como O Irmão do Jorel, Choque de Cultura e Falha de Cobertura. Será no sábado, 02 de agosto, às 15h, no Cinépolis, com a presença deste que vos escreve e outros colegas do cinema e da comunicação (nomes ainda a confirmar).
Até lá! 

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