Escola de Música do Maranhão celebra 51 anos com dois concertos gratuitos no Teatro Arthur Azevedo


51 anos de uma das instituições culturais mais importantes do Maranhão.


Fachada da Escola. Foto: TV UFMA

A Escola de Música do Estado do Maranhão “Lilah Lisboa de Araújo” (EMEM) é uma das instituições mais importantes da nossa história cultural. Hoje, 13 de maio, data que marca o fim da escravidão no Brasil – Caetano Veloso canta a celebração na Praça Santo Amaro com aluá, maniçoba e foguetes –  a EMEM comemora 51 anos de existência.

Ao longo de sua trajetória, a instituição contou com a participação de nomes basilares da nossa música, que passaram pela escola como alunos, professores ou, em muitos casos, como discentes que mais tarde se tornaram docentes. Entre esses nomes estão Sergio Habibe, Zezé Alves, Raimundo Luiz, Nonatinho, Paulinho Oliveira, Marcelo Moreira, entre muitos outros personagens marcantes, alguns dos quais ainda seguem ativos na música, enquanto outros já nos deixaram.

Comemoração
Para celebrar seus 51 anos, a EMEM preparou dois concertos gratuitos no Teatro Arthur Azevedo, nos dias 14 e 15 de maio, sempre às 19h30. A entrada é franca, com retirada de ingressos duas horas antes de cada apresentação.

A programação reúne professores, alunos e grupos da escola, com um repertório variado. O objetivo é apresentar ao público parte da produção musical desenvolvida pela instituição.

No dia 14, estão programadas apresentações da Banda Sinfônica Tomaz de Aquino Leite (BSTAL), dos pianistas Clara de Carvalho Oliveira, Caio Oliveira, Heitor Marangone e Joel Tavares, além de duplas de cantores líricos e participações do Coral Arte-Canto, da Orquestra Maranhense de Violões e da Orquestra de Cordas da EMEM.

No dia 15, as apresentações incluem o Grupo de Violoncelos da EMEM, o grupo Jazz for Kids, o Instrumental Pixinguinha, o grupo Choro EMEM, o Jayr Torres Quinteto, o Combo 363 e o EMEM Jazz.

Um pouco mais de história
Desde sua fundação, em 1974, a EMEM tem sido um dos principais centros de formação musical do país. Nos primeiros anos, enfrentou desafios estruturais e pedagógicos, com mudanças de sede e alta rotatividade de professores, muitos vindos de outros estados. Mesmo assim, consolidou-se como um importante espaço de formação artística, realizando eventos como o Seminário Maranhense de Música, em 1979, que marcou o início da gestão da cantora Olga Mohana, voltada para a organização e fortalecimento da escola. Ao longo dos anos, a EMEM ampliou sua atuação, oferecendo cursos para diferentes faixas etárias e promovendo a integração entre ensino, prática musical e difusão cultural no estado.

A escola homenageia em seu nome Lilah Lisboa de Araújo (1898–1979), pianista e educadora maranhense. Lilah lecionou em escolas públicas e particulares de São Luís e teve papel ativo na promoção da cultura por meio da Sociedade de Cultura Artística do Maranhão (SCAM), da qual foi presidente. A SCAM organizava concertos, peças e exposições com artistas locais e convidados de outras regiões e do exterior. Reconhecida por seu trabalho, Lilah recebeu elogios de nomes como o maestro Heitor Villa-Lobos.

Saiba mais:
No ano passado, para celebrar o jubileu de ouro da escola, a TV Assembleia produziu o documentário “EMEM 50 Anos”, que contou com depoimentos de importantes egressos, como Josias Sobrinho e Sergio Habibe. Você pode conferir o documentário clicando aqui.

Naquele momento, ainda não existia a Sociedade do Copo, por isso não pude utilizar os versos de Aldir Blanc em “50 anos” para homenagear a EMEM na data exata. Com o perdão da demora, agora posso finalmente dizer: nossa escola (é nossa, de todos os maranhenses) pode, com orgulho, cantar:

“Acolho o futuro de braços abertos/ Citando Cartola/ Eu fiz o que pude/ Aos cinquenta anos/ Insisto na juventude.”

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