O Primeiro Evento da Sociedade do Copo


Desde quando a Sociedade do Copo se tornou mais do que um espaço para circulação de textos íntimos e declarações amorosas (alô, Jansen), planejamos a realização de um evento de lançamento do blog. Há aproximadamente quatro meses, portanto, pelejamos para viabilizar algo que diga: está lançada, oficialmente, a Sociedade do Copo! Fita vermelha para a…


Desde quando a Sociedade do Copo se tornou mais do que um espaço para circulação de textos íntimos e declarações amorosas (alô, Jansen), planejamos a realização de um evento de lançamento do blog. Há aproximadamente quatro meses, portanto, pelejamos para viabilizar algo que diga: está lançada, oficialmente, a Sociedade do Copo! Fita vermelha para a ocasião e muitos brindes!

(In)felizmente, todas as vezes que nos reunimos para tratar do assunto, acabamos escolhendo prioridades muito menos nobres e nos distraímos contando causos estúpidos. Ainda assim, aos solavancos, vimos, discretamente, a produção do tão sonhado evento ganhar forma. Já não se tratava, evidentemente, de um lançamento. Quando éramos questionados sobre a motivação, encontrávamos desculpas fajutas que na verdade escondiam o seguinte: o nosso desejo era beber e se divertir, fazendo de um o sinônimo do outro.

Houve muita dúvida sobre qual seria o local escolhido para tamanha festança, mas o acolhimento e a fraternidade de Priscila e Carlos, timoneiros do Butiquim do Carlos, tornaram a eleição da sede menos complicada. E que acerto foi ter feito o evento na rua Godofredo Viana! Ali, definitivamente, nos sentimos em casa. Nós, a Sociedade do Copo, e você, leitor, mesmo o que ainda não tenha encontrado o caminho de casa, ou seja, o caminho do Butiquim do Carlos.

Hesitação não houve quanto a escolha da atração artística. Clara Madeira, primeira entrevistada do blog, seria a responsável por cuidar de um dos elementos centrais de qualquer boa farra: a música. É redundante falar da beleza do repertório e da voz de Clara. Não obstante, ela nos surpreendeu cantando “Faltando um Pedaço’’. E até eu, que nem gosto tanto assim de Djavan, me vi eufórico. Foi arrebatador!

Mas, antes de falar propriamente da realização do evento, preciso comentar a prévia, ou a pré-night, como Juliano gosta de nomear. Nos encontramos na casa de “Amom’’ à tarde, algumas horas antes do início do show de Clara, para mitigar a ansiedade com algumas Brahmas. Fomos recebidos com a costumeira surpresa de tia Mariazinha, mãe do meu amigo, que exclamou “ele nunca avisa quando vocês vem!’’. Eu queria acreditar que a nossa visita não merece notificação porque já somos “de casa’’, mas, conhecendo o meu parceiro, creio que ele só não tenha se recordado da necessidade de informar os donos do lar. Ou, quem sabe, a falta de notificação seja uma forma de evitar que tia Mariazinha tranque a casa, feche as cortinas e, ao saber que estamos chegando, finja ter desaparecido. Ninguém merece a bagunça feita pela SDC! 

Brincadeira à parte, a nossa anfitriã é quem mais curte a folia, mesmo que às vezes ela precise disfarçar autoridade. Aliás, foi inspirada nessa ascendência que ela nos advertiu algumas dezenas de vezes que chegaríamos atrasados no evento. E chegamos mesmo. 

Já no Butiquim do Carlos, encontramos o cenário todo montado. Meu amigo e colega de trabalho, Jeremias, fez questão de organizar um palco digno de Rock in Rio (isso foi ele quem me disse) e sem me cobrar nada em troca. Digo, sem cobrar nada de dinheiro em troca. Em compensação, veja lá quantas vezes ele me soprou no ouvido: “anuncia aí o apoio da Vallent’’, “pede aí pro pessoal seguir a Vallent’’. A Vallent, turma, é a produtora cultural de Jeremias. Façam o favor de procurar aí nas redes sociais. Obrigado.

Os primeiros 30 minutos de show foram de apreensão. O público era aquém do esperado. Isso, certamente, se deve ao fato de que a cidade estava repleta de atrações, inclusive um sambaralhaço feito no Reviver. Difícil competir, mas não impossível. Aos poucos o público foi chegando, a cerveja fazendo efeito e a festa evoluindo. E como, afinal, avaliar o evento? Simples: basta observar Leozinho e Juliano bailando ao som de Espanhola, de Flávio Venturini. Que noite inesquecível (principalmente no dia seguinte, vivido sob a judiaria de uma ressaca cruel).

Não teve fita vermelha, nem brinde, como inicialmente nós projetávamos, em tom de brincadeira, é claro. O que teve foi o habitual: loucura, chiclete e som, como diria Belchior. E isso basta. Ou, imitando Juliano: e mais não elaboro. 

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