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Voltamos!


A expectativa para ver o ídolo Filipe Luís comandando o Flamengo era tão grande quanto o aguardado fim do expediente na sexta-feira. Só não era maior do que a espera para ver Tite sendo demitido. Eu cheguei a acreditar que o ex-técnico da Seleção Brasileira seria campeão de tudo. No dia do anúncio, comentei com…


Filipe Luis na estreia como técnico do Flamengo, no Maracanã.
Foto: Wagner Meier/Getty Images

A expectativa para ver o ídolo Filipe Luís comandando o Flamengo era tão grande quanto o aguardado fim do expediente na sexta-feira. Só não era maior do que a espera para ver Tite sendo demitido. Eu cheguei a acreditar que o ex-técnico da Seleção Brasileira seria campeão de tudo. No dia do anúncio, comentei com Leonardo: vamos ganhar até campeonato de peteca! E eu tinha razões para acreditar nisso. O gaúcho foi campeão por onde passou e se caracterizou por montar times consistentes e organizados. Aqui, não ornou. Assim como bar e ar-condicionado, felicidade e domingo a noite, liberalismo e prosperidade, Flamengo e Tite não combinaram.

Filipe Luís, rubro-negro de coração e convocado às pressas para assumir a equipe (roteiro batido na Gávea) chegou e antes mesmo da bola rolar colocou as as coisas nos seus devidos lugares – ou os lugares nas suas coisas, como diria Sérgio Sampaio. No time titular, Gabriel Barbosa, Léo Ortiz e Wesley foram escalados. Com a ausência de Pedro, Gabi naturalmente deveria ter assumido o comando do ataque; só Tite não percebeu isso, assim como não notou que Ortiz precisa atuar na zaga. 

Em pouco tempo de jogo, já era possível observar um Flamengo marcando alto, recuperando bolas no ataque, concentrando jogadores no mesmo lado do campo, tabelando e atacando de maneira incessante. Por outro lado, certamente por conta do pouco tempo treinando com o novo técnico, encaramos alguns perrengues defensivos e só não sofremos nenhum gol porque São Judas Tadeu estava atento.

No fim, as virtudes e os defeitos me permitem observar: o Flamengo, aquele Flamengo como a gente conhece, voltou. Quem também retornou foi a Sociedade do Copo. Encaramos um hiato interrompido primeiro pelo brilhante texto de Jansen sobre o extinto Cinema Colossal e hoje por uma discografia comentada dos Los Hermanos. Perante a esses bons retornos, só me resta encerrar a noite cantando o samba de Benito di Paula: tudo está no seu lugar, Graças a Deus, graças a Deus…

Por: Paulo Vinícius Coelho

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